Continuando a novela da minha separação, lembrando que estes são os fatos do meu ponto de vista e as sensações que tive.
Para entender melhor, leia antes as partes 1 e 2.
No sábado ainda estava mau, fiquei mais da metade do dia na cama, acordei, liguei para ele, não atendeu, esperei mais ou menos meia hora, lembrando que não tinha menor noção de tempo por causa dos remédios, ai ele atendeu, disse que na outra ligação estava no mercado e não ouviu. Então eu perguntei se podia ir para a casa dele. Ele diz que sim, que ia dar uma passada na casa de uma amiga dele lá de Cotia, que era para eu ligar quando estivesse chegando para ele sair de lá.
Levanto, porque já tinha voltado para a cama de novo, enrolo um pouco, fingindo estar super bem, se não tivesse feito isto, minha mãe não teria me deixado sair. Tomo banho, almoço, me entupo de agasalhos, fiquei parecendo um boneco de neve, com tanta blusa que estava usando. E vou.
Chegando perto de Cotia, ele me liga e pergunta onde estou, estava ainda no Km 16 da Raposo, falo isto e ele com uma voz de desdenho, nossa já faz 4 horas que te liguei e você ainda está aí, tá vem logo. Detalhe, que fui eu quem ligou. Se dependesse dele, acho que nós não nos falaríamos no final de semana, ele estava puto por eu não ido para a casa dele na sexta.
Passo do centro de Cotia e ligo para ele avisando que estou chegando, ele tá, vem para cá, estou na casa dela, a amiga, e desliga. Nossa… fiquei chateado, a gente tinha combinado na casa dele, não na casa de outra pessoa, se ele tivesse dito que era para ir para a casa da amiga, eu não teria ido.
Ligo de novo, pois já estava chegando perto da casa dele, e falo que não queria ir para a casa dela, que queria conversar e ele me solta a frase: “Mas você não veio aqui para isto? Me ver? eu estou aqui, se quiser venha. A gente fica aqui mais um pouco e depois sai." Isto me desmontou, fiz um puta esforço para sair de casa, estava indo para lá para falar sobre as coisas que o João Roberto havia me dito, falar sobre o fato dele não querer ir mais na minha casa, de não querer sair com os meus amigos, para a gente resolver isto da melhor maneira possível, e levar o presente, adiantado, do nosso 1º ano de namoro, passagens para a gente passar um final de semana sozinhos num hotel no Rio, longe de todo mundo. Fiquei extremamente mau com isto mas ainda acreditava no nosso relacionamento disse que estava indo, dei sinal e desci.
Desci no ponto da delegacia, já perto da casa dele, estava tão mau, agora física e psicologicamente, que sentei no ponto e mandei um sms para ele: “Pode vir me buscar então, estou no ponto da delegacia e não estou bem para voltar tudo a pé.” Tá minha intenção era tirar ele da casa dela e não voltar, ir para a dele.
Fiquei esperando, esperando, esperando, esperando, quando olho para o outro lado da rua, o ônibus em que eu havia ido, estava voltando. Fiquei cego de ódio, estava sem noção certa de tempo, mas o ônibus ainda vai para muito longe de eu estava, sem contar o tempo que eles ficam parados no final. Não sei quanto tempo fiquei esperando, mas só sei que não foi pouco.
Atravessei a rua correndo, quase sendo atropelado, peguei o ônibus, sentei, e mandei outro sms: “Estou voltando, não sei o que eu vim fazer aqui, não combinamos em nenhum momento de se encontrar na casa da sua amiga.” E desliguei os celulares.
Continua…
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